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Uma Tristeza e Um Amigo

[Today I bring to you a text in portuguese. I’m sorry for my english speaking followers that don’t understand the language. Comment below if you wish to see this text in english. I’d be more than happy to translate it!]

Hoje estou triste no sentido mais genuíno que essa emoção tem. Acho que conheci uma vertente de tristeza que nunca tinha conhecido antes. Existe a tristeza de se perder alguém amado, existe a tristeza de não poder ter/ir/ver isto ou aquilo, a tristeza de ter uma má nota naquele exame em que te esforçaste tanto, mas não foi o suficiente… Mas que tipo de tristeza é esta?

É incrível o impacto que as pessoas têm na nossa vida, mas o mais fantástico (num sentido meio irónico) sobre isso é que só nos apercebemos o quão importante são quando a vida decide arrancá-las de nós. Somos uma merda de gente… Para só estimar quem nos é querido nessa altura. E a pessoa nem pode estar sempre lá presente, ser o melhor dos melhores amigos, ser um animal de estimação, às vezes é só mesmo uma pessoa que faz parte de um momento específico da tua rotina, aquele colega que te facilita a vida e suporta o “mimimi” quando estamos sem vontade de trabalhar.

Mas, espera, nós estamos ali é para trabalhar e não para fazer amigos! Até agora concordava com isso. Sempre tive um sentido de profissionalismo e o know-how de saber separar a vida pessoal da vida profissional. Mas quando o dia é longo e passas mais tempo fora de casa e os colegas têm uma energia contagiosa e juvenil como assim não fazer amigos!? Como assim não sentir uma tristeza e um vazio enorme quando alguém assim nos abandona!? Como assim vou deixar de sentir a energia que transmites quando passeias pela loja num alvoroço que parecia que ias levitar!? Que se foda o profissionalismo! Com um gerente assim faço inveja a toda a gente e com orgulho irei desejar a toda que tenha um dia a mesma experiência que eu, e ao mesmo tempo esboçar um sorriso da largura de uma barra gigante de queijo que tanto adoro ralar.

Tanta palavra para dizer que vais fazer falta a todos nós.

Só espero que estejas ao rumo de um futuro que sempre desejaste ter!

A Poetisa

[Parte de um projeto. – Agradeço à Luísa Candeias pela inspiração e a conversa criativa de hoje.]

Como o sol queima as minhas ideias,

E atira-as para o penhasco, a minha alma.

E como ele toca na minha pele, no meu coração.

Esse não arde, não.

Bombeia gelo pelas minhas veias,

Não há estrela que o pare.

Nem tu, ó sol, que tanto me prendes a respiração,

e teimas em entrar no coração.

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